Termo de Desenquadramento: A Receita está Agindo!

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Termo de Desenquadramento MEI

O MEI sempre foi conhecido como o regime mais simples para empreender no Brasil. Entretanto, nos últimos meses, muitos microempreendedores têm sido surpreendidos com o Termo de Desenquadramento , mesmo antes da virada do ano. Isso tem gerado dúvidas e preocupação, principalmente entre vendedores de e-commerce e quem participou da Black Friday, momento em que o faturamento costuma aumentar de forma intensa.

Mas afinal: a Receita Federal está desenquadrando MEIs ainda em 2025? Por quê? Quem corre risco? E o que fazer para não pagar mais imposto do que deveria?
Este artigo vai esclarecer tudo isso — e te ajudar a se antecipar para evitar prejuízos.


O que é o desenquadramento compulsório do MEI?

O desenquadramento compulsório acontece quando o empreendedor deixa de cumprir alguma regra do MEI e, por isso, é obrigado a sair do regime, mesmo sem ter solicitado.

As causas mais comuns são:

  • ultrapassar o limite anual de faturamento;
  • exercer atividade que não é permitida ao MEI;
  • ter sócio ou participação em outra empresa;
  • contratar mais de um empregado;
  • irregularidades fiscais ou omissões de receita.

No entanto, o motivo principal para o aumento dos desenquadramentos recentes é o faturamento acima do limite, especialmente em períodos de alta demanda.


Por que a Receita está enviando o termo de desenquadramento antes da virada do ano?

Tradicionalmente, quando o MEI ultrapassa pouco o limite, ele permanece como MEI até o fim do ano e é desenquadrado somente no próximo exercício.
Porém, desde 2024 e se intensificando em 2025, a Receita começou a antecipar o desenquadramento, e isso acontece por alguns motivos:

1. Uso mais intenso de cruzamento automático de dados

Com a modernização dos sistemas, a Receita consegue identificar em tempo real:

  • vendas declaradas pelos marketplaces;
  • emissão de notas fiscais;
  • recebimentos via bancos e maquininhas;
  • declarações de empresas parceiras;
  • movimentações incompatíveis com o limite.

Ou seja, mesmo quem não emite NF pode ser identificado.

2. Aumento das vendas online e rastreamento via marketplaces

Plataformas como Shopee, Mercado Livre e Amazon enviam dados diretamente ao Fisco.
Assim, quando o faturamento fica acima do permitido, o sistema sinaliza automaticamente.

3. Crescimento acelerado de MEIs na Black Friday

Em novembro, muitos MEIs dobram ou triplicam seu faturamento — e ultrapassam o limite sem perceber.
Por isso, a Receita passou a agir antes de dezembro para evitar divergências no Simples Nacional.

4. Nova postura fiscalizadora

Com a ampliação do uso de inteligência fiscal, a Receita tem adotado uma postura mais ativa, especialmente para manter a equidade tributária entre MEIs e empresas ME.

Quem está mais sujeito ao desenquadramento compulsório?

Os maiores alvos da fiscalização são:

1. MEIs que venderam muito na Black Friday

Se o faturamento em novembro saiu da curva, o sistema detecta imediatamente.

2. MEIs que vendem em marketplaces

Pois esses sistemas são altamente rastreáveis.

3. MEIs que ultrapassaram 20% do limite

Essa é a situação mais crítica.

4. MEIs com inconsistências nas notas fiscais

Principalmente quando há emissão parcial, ausência de notas ou divergência de valores.

5. MEIs que movimentam valores maiores do que declaram

Por exemplo: faturam oficialmente R$ 81 mil, mas movimentam R$ 150 mil na conta PJ.


O que muda quando o MEI é desenquadrado compulsoriamente?

Ao receber o Termo de Desenquadramento , o empresário passa a ser tributado como Microempresa (ME).
No entanto, há dois cenários:

1. Desenquadramento programado

Acontece a partir do ano seguinte.
Nesse caso, você tem tempo para planejar, ajustar CNAEs e escolher o melhor regime tributário.

2. Desenquadramento retroativo

Acontece quando o excesso de faturamento é muito alto (acima de 20%).
Aqui, o impacto pode ser grande:

  • impostos retroativos desde janeiro;
  • reenquadramento em anexos mais caros;
  • risco de multa e juros;
  • inconsistências no Simples Nacional;
  • necessidade de refazer declarações.

Por isso, agir antes da Receita é essencial.


Quais são os riscos de não agir a tempo?

Se você continuar operando sem planejamento após o desenquadramento, pode enfrentar:

  • aumento da carga tributária;
  • autuações;
  • cobranças retroativas;
  • problemas na emissão de NF;
  • complicações com marketplaces;
  • perda de margem;
  • irregularidades fiscais.

Ou seja: é bem mais barato e seguro planejar o desenquadramento do que correr atrás do prejuízo.


Como saber se você será desenquadrado em 2025?

Alguns sinais importantes:

1. Aviso no Portal do Simples Nacional

A Receita publica notificações ali.

2. E-mails e cartas do Fisco

3. Faturamento maior do que o limite

Mesmo que não tenha emitido todas as notas.

4. Cruzamento de dados dos marketplaces

Se você vendeu muito, o risco é maior.

5. Pedido de regularização pelo contador

Se você se encaixa em algum desses pontos, é hora de agir.


O que fazer agora para evitar problemas

Para evitar multas, impostos retroativos e prejuízos, o ideal é:

✔ Revisar imediatamente seu faturamento

Verifique se passou ou não do limite.

✔ Realizar análise tributária

Para descobrir qual regime é o mais barato: Simples, Lucro Presumido etc.

✔ Ajustar CNAEs antes da migração

Isso pode reduzir muito a sua tributação.

✔ Planejar o regime ideal para 2026

Principalmente se você é comércio digital ou e-commerce.

✔ Regularizar a emissão de notas fiscais

É fundamental para evitar autuações.


 

Sim, a Receita está desenquadrando MEIs ainda em 2025 — e você precisa agir agora

O desenquadramento compulsório não deve ser motivo de pânico, mas sim de atenção.
Ele mostra que o seu negócio cresceu, e isso é positivo. No entanto, migrar sem organização pode custar caro.

Com planejamento, o processo é seguro e pode até diminuir a sua carga tributária no novo regime.


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