Se 2024 foi o ano da adaptação, 2025 foi o ano do choque de realidade para quem empreende no digital.
Vender muito nunca esteve tão acessível mas sobreviver financeiramente nunca exigiu tanta organização. Contabilidade e e-commerce estão mais próximos que nunca.
Enquanto o e-commerce cresceu e se profissionalizou, a contabilidade deixou de ser apenas obrigação para se tornar parte da estratégia.
E quem entendeu isso, chegou em 2026 mais forte.
Nesta retrospectiva, vamos revisar os principais aprendizados de 2025 — e o que eles significam para o futuro.
O e-commerce amadureceu
Em 2025, o e-commerce deixou definitivamente de ser “alternativa” e passou a ser modelo de negócio principal para milhares de empresas.
Mas junto com o crescimento, vieram mudanças importantes:
- marketplaces mais exigentes com emissão de nota fiscal
- maior controle sobre origem e regularidade de produtos
- aumento das taxas e dos custos logísticos
- concorrência mais profissional
- menos espaço para improviso
Conclusão prática: vender muito não garante lucro. Vender certo garante.
Empresas que acompanharam custos, margens, taxas e impostos conseguiram ajustar o preço e continuar competindo.
Contabilidade saiu do “depois eu vejo”
Até pouco tempo, muitos empresários viam contabilidade como um custo obrigatório.
Em 2025, isso mudou.
A contabilidade passou a ser:
- ferramenta para entender lucros
- base para decisões de preço
- proteção contra multas e bloqueios
- suporte para planejamento tributário
Com cruzamentos automáticos entre CPF e CNPJ e fiscalização digital, ficou claro:
empresas desorganizadas ficaram vulneráveis; as organizadas ganharam previsibilidade.
O MEI entrou mais no radar
Outro destaque de 2025 foi o olhar mais atento sobre o MEI.
Muitos descobriram que:
- ultrapassaram o limite sem perceber
- operavam com atividades não permitidas
- misturavam contas pessoais e empresariais
- deixaram de emitir nota quando era obrigatório
Resultado: desenquadramentos, ajustes retroativos e sustos.
Por outro lado, quem enxergou o MEI como etapa — e não destino final — migrou com planejamento e cresceu com mais segurança.
Importação e regularidade ganharam destaque
Com mais empresas importando para revender, uma realidade ficou clara: importar errado sai caro.
Foi comum ver:
- mercadorias retidas por documentação irregular
- produtos sem certificações obrigatórias
- subfaturamento identificado
- multas e perda total de cargas
Empresas que fizeram tudo dentro das regras tiveram tranquilidade para escalar.
Dados, controle e previsibilidade viraram prioridade
2025 também marcou uma mudança de mentalidade:
organização financeira deixou de ser “luxo” e virou necessidade.
Negócios que acompanharam números conseguiram:
- planejar estoque
- negociar com fornecedores
- decidir o momento de contratar
- crescer sem comprometer o caixa
Já quem “tocava no instinto” sentiu dificuldades.
O recado de 2025 para 2026
A mensagem que 2025 deixou é simples:
crescer é bom. Crescer organizado é necessário.
O e-commerce continuará forte.
A contabilidade continuará integrada ao negócio.
E quem unir as duas coisas terá mais segurança e competitividade.
Entendeu?
Contabilidade e e-commerce não são mais áreas separadas.
Uma sustenta a outra em três pontos principais:
- proteção do negócio
- aumento de lucro
- crescimento com segurança







