Desenquadramento MEI
Quando um empreendedor recebe a notícia do desenquadramento do MEI ou do Simples Nacional, a primeira reação costuma ser a mesma: Preocupação
O medo de pagar mais impostos, a incerteza sobre o que vai acontecer e a sensação de estar “irregular” deixam muitos empresários paralisados — principalmente quem vende online e já lida com dezenas de obrigações do e-commerce.
Mas a grande pergunta é: desenquadramento é motivo para desespero?
A resposta curta é não.
A resposta completa está neste artigo — e pode mudar a sua visão sobre o crescimento do seu negócio.
O que significa ser desenquadrado?
Antes de tudo, vamos simplificar.
Desenquadramento é quando a Receita Federal entende que sua empresa não se encaixa mais no regime em que ela estava. Os motivos mais comuns são:
- ultrapassar o limite de faturamento do MEI;
- exercer atividades que o MEI não permite;
- ultrapassar o sublimite do Simples Nacional;
- ter irregularidades cadastrais ou fiscais;
- somatória de faturamento entre empresas (nova regra de 2025);
- faturamento da pessoa física somado ao do MEI, dependendo da operação.
Ou seja, o desenquadramento é uma mudança de categoria, não um problema em si.
Então por que tanta gente entra em pânico?
Por falta de informação.
Empreendedores acreditam que “ser MEI” é a única forma de pagar pouco imposto.
Acham que sair desse regime significa “ficar rico de repente e pagar imposto igual empresa gigante”.
Mas isso não é verdade.
O MEI é apenas o primeiro degrau da jornada empresarial. Ele serve para quem está começando, testando e validando um negócio. Quando o faturamento cresce, quando o e-commerce começa a rodar bem ou quando a estrutura do MEI já não comporta mais sua operação… você realmente precisa subir de degrau.
E isso é coisa boa.
Desenquadramento não é punição — é evolução
Se o seu negócio cresceu a ponto de sair do MEI, significa:
- seu faturamento aumentou;
- você está vendendo mais;
- seu produto ganhou mercado;
- sua operação ficou mais robusta.
O que muitos veem como “problema”, na verdade, é um sinal de sucesso.
E quando você entende como funciona a tributação, percebe que o desenquadramento pode te dar algo que o MEI nunca daria: escalabilidade sem limites.
“Mas vou pagar mais imposto?”
Depende.
E esse é um dos pontos mais importantes deste artigo.
Sair do MEI ou mudar de faixa não significa automaticamente pagar mais imposto.
Em muitos casos, com um bom planejamento tributário, o empresário paga o mesmo ou até menos.
Isso acontece porque:
- alguns produtos são monofásicos (imposto já pago pela indústria);
- alguns e-commerces se beneficiam do Lucro Presumido;
- atividades específicas têm redução de base de cálculo;
- o Simples Nacional pode ser mais caro do que outras opções, dependendo da margem;
- quem fatura bem tem margem para reorganizar custos e reduzir carga tributária.
Ou seja: o problema não é o desenquadramento — é o enquadramento errado.
Quando o desenquadramento vira problema de verdade?
Quando o empreendedor ignora seus sinais de crescimento e continua operando de forma amadora.
Aqui estão situações que realmente merecem alerta:
1. Continuar como MEI faturando acima do limite
Isso gera:
- multas,
- cobrança retroativa,
- risco de fiscalização digital.
2. Misturar conta pessoal com a da empresa
A Receita está intensificando o cruzamento PIX, bancos e marketplaces.
3. Não emitir nota fiscal corretamente
Erro em NCM, CFOP e ICMS é um dos maiores motivos de bloqueio em marketplaces.
4. Ignorar as mudanças de 2025 e 2026
A nova regra de vínculo econômico pode somar faturamento de empresas diferentes, aumentando o risco de saída automática do regime.
O problema não é o desenquadramento — é estar despreparado para ele.
Desenquadramento pode trazer vantagens também
Sim — e várias.
Limite de faturamento muito maior
O MEI trava seu crescimento.
Empresas comuns podem faturar milhões.
Possibilidade de contratar funcionários
Crescer dói quando você não pode contratar.
Melhores linhas de crédito
Bancos confiam muito mais em empresas estruturadas.
Mais liberdade tributária
É possível escolher o regime mais vantajoso:
- Simples
- Presumido
- Real
Redução de impostos dependendo do produto
Principalmente no e-commerce com itens monofásicos.
E se você estiver sendo desenquadrado “sem saber”?
Com a nova legislação, isso pode acontecer.
A Receita agora cruza:
- faturamento PF + faturamento MEI;
- sócios que aparecem em mais de um CNPJ;
- empresas com vendas interligadas;
- marketplaces e bancos digitais;
- PIX sem lastro fiscal.
Por isso, muitos empresários vão descobrir em 2026 que já foram desenquadrados há meses.

Então, afinal… desenquadramento é motivo para desespero?
Não.
Desespero é não saber o que está acontecendo com a sua empresa.
O desenquadramento, quando bem conduzido, é:
Sinal de crescimento
Oportunidade de reorganização
Chance de pagar menos imposto
Caminho natural para quem está escalando um e-commerce
Quando você tem uma contabilidade especializada, o desenquadramento vira um processo planejado, não um susto.
Você não precisa enfrentar isso sozinho
Se sua empresa está crescendo, é normal que o MEI ou o Simples não sejam mais suficientes.
Isso não é um problema — é evolução.
O verdadeiro risco é seguir no regime errado, pagar imposto a mais ou ser pego pela fiscalização digital.
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